Comer uma vez por semana com os pais, viver com eles até o casamento, acolher o pai ou a mãe no caso de enviuvarem ou quando ficam velhos e ajudar um parente que se encontre em apuros são características da família italiana que ainda sobrevivem, embora estejam em risco.
O filme "A família" (1987) de Ettore Scola, refletia o papel nuclear da família na sociedade italiana ao longo de 80 anos e "Rocco e Seus Irmãos" (1960) de Luchino Visconti, reunia o fenômeno da migração sob a óptica de uma mãe e seus quatro filhos, a típica família siciliana de origem agrícola que vai em busca de uma vida melhor no nordeste industrial.
Para o sociólogo e professor da Universidade de La Sapienza de Roma, Marco Ferraroti, a Itália "é muito mais familiar do que qualquer outro país da Europa, pela decisiva influência do Vaticano".
Além disso, "a crise da sociedade enfatizou o papel da família. Quando nada funciona em uma sociedade, a família é que resolve os problemas", explicou. E ressalta: "A família é o amortecedor secreto da crise social".
Os avôs italianos, por exemplo, vivem uma verdadeira segunda paternidade com a criação de seus netos. Os casais jovens que trabalham deixam seus filhos pequenos completamente a cargo de seus avôs, que cuidam, alimentam e até levam e buscam os netos na escola, diz Ferraroti à Agência Efe.
Giussepina Belluci, de 65 anos, reconhece à Efe que trabalha agora mais do que quando tinha filhos e embora garanta fazer tudo por "amor", afirma "esperar" que sua filha, que está separada, algum dia cuide dela.
Malvina Puci, de 75 anos, criou seus netos que agora têm 13 e 18 anos. "Eu me aposentei para virar avó", relata à Efe. Em contrapartida, esses casais ou filhos passam a ficar responsáveis por seus pais quando eles envelhecem.
"Os velhos, em geral, não são abandonados para morrerem sós" e Ferraroti comenta que tem colegas que "dão banho em suas mães idosas". Segundo o sociólogo, a família "é a verdadeira proteção que impede a explosão de uma verdadeira revolução na Itália", assinala.
Um dos defeitos da família italiana é, de acordo com Ferraroti, "a indicação pessoal" para determinado emprego, o nepotismo, que ocorre mesmo quando o membro da família é "um perfeito cretino".
"Na Itália valem mais as relações sociais do que a preparação específica das pessoas. A mediocridade se autorreproduz e a classe dirigente italiana é uma classe de secretários de velhos políticos", afirma Ferraroti.
Para o diretor-geral do Centro de Sociologia Censis, Giussepe Roma, apesar das mudanças sociais registradas nos últimos 15 anos, a família italiana "é o grande motor do país".
O fenômeno é reflexo dos anos 1950, quando a Itália "era a China da Europa" e as pessoas trabalhavam em família, criavam empresas, cresciam muito e economizavam, gerando um patrimônio, acrescenta Roma.
No entanto, segundo ele, a família de hoje "não é a mesma" porque a metade da população na Itália é formada por idosos. "Temos a população mais longeva do mundo, com exceção do Japão", afirma o diretor-geral.
"A baixa natalidade, os divórcios, as separações e o fato de que os homens de 35 anos dificilmente conseguem formar uma família por razões econômicas, faz com que a família seja menor agora, mais fraca, e que não haja substituição geracional", acrescenta.
"Na Itália - conclui Roma - não há instituições fortes, nem sequer a Igreja e suas orientações morais são seguidas agora por toda a sociedade. Nos encontramos diante de uma forte crise de valores e, portanto, a família como pilar da sociedade corre sério risco".
Revista Exame
domingo, 7 de agosto de 2011
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
LUZERNA - VENDA DE ESCOLAS
LEI Nº 939 de 17 de novembro de 2010.
“DESAFETA DA DESTINAÇÃO ORIGINÁRIA E AUTORIZA O PODER
EXECUTIVO MUNICIPAL A ALIENAR, MEDIANTE CONCORRÊNCIA
PÚBLICA E COM OBSERVÂNCIA DA LEI Nº 8666 DE 21 DE JUNHO
DE 1993 E ALTERAÇÕES POSTERIORES, OS BENS IMÓVEIS DE
PROPRIEDADE DO MUNICÍPIO DE LUZERNA(SC) QUE ESPECIFICA”.
NORIVAL FIORIN, Prefeito Municipal de Luzerna(SC),
Faço saber a todos os habitantes deste Município que a Câmara de
Vereadores aprovou e eu sanciono a seguinte,
LEI:
Art.1º- Fica DESAFETADA da destinação originária de ESCOLA e
autorizado o Poder Executivo Municipal a alienar, mediante CONCORRÊNCIA
PÚBLICA e com observância da Lei nº 8666 de 21 de
junho de 1993 e alterações posteriores, os bens imóveis, de propriedade
do MUNICÍPIO DE LUZERNA(SC), a seguir discriminados:
Escola da Linha Limeira
- 01 terreno rural constituído de parte dos lotes rurais nºs 52 e 53,
com área de 800,00 m² (oitocentos metros quadrados), sem benfeitorias,
situado em Linha Limeira, no Município de Luzerna(SC),
confrontando: NORTE, SUL e OESTE com terras de Aldo Marquese
e LESTE com terras de Joanin Iagher, devidamente registrado sob
nº R-1/28.248 no Cartório do Registro de Imóveis do 1º Ofício da
Comarca de Joaçaba(SC); e um terreno rural medindo 1.000m²
(mil metros quadrados), situado em Linha Limeira, no Município
de Luzerna(SC), confrontando: NORTE na extensão de 25 ms com
propriedade de Valdir Rovea e Nair Bertha Rovea, SUL na extensão
de 25 ms com propriedade de Valdir Rovea e Nair Bertha Rovea e
LESTE na extensão de 40 ms com propriedade de Valdir Rovea e
Nair Bertha Rovea e OESTE na extensãod e 40 ms com a Estrada
Geral; e prédio da Escola Isolada de Linha Limeira, nas condições
em que se encontra, devidamente registrado sob nº R-2/10.590
no Cartório do Registro de Imóveis do 1º Ofício da Comarca de
Joaçaba(SC);
Escola da Linha Roça Grande
- 01 terreno rural situado na Estrada Estadual Joaçaba-Água Doce,
na localidade de Roça Grande, no Município de Luzerna(SC), com
área de 2.481,37cm² (dois mil, quatrocentos e oitenta e um metros
e trinta e sete centímetros quadrados), confrontando: FRENTE
na extensão de 40 ms com a Estrada Joaçaba-Água Doce; FUNDOS
na extensão de 40 ms com terras de Ricardo Iagher, LADO
DIREITO na extensão de 93 ms com terras de Domingos Turra e
LADO ESQUERDO na extensão de 50 ms com uma estrada carroçável;
e prédio de alvenaria medindo 83,20cm² (oitenta e três
metros e vinte centímetros quadrados), constituído de uma sala
de aula, cozinha e instalações sanitárias, nas condições em que se
encontra, devidamente registrado sob nº AV.3-1.649 no Cartório
do Registro de Imóveis do 1º Ofício da Comarca de Joaçaba(SC).
Escola de Linha Barra do Estreito
- 01 terreno rural constituído de parte dos lotes rurais nºs 107 e
144, com área de 4.830,27cm² (quatro mil, oitocentos e trinta metros
e vinte e sete centímetros quadrados) situado na Linha Barra
do Estreito, no Município de Luzerna(SC), confrontando: NORTE,
por 3 linhas, com 36,20 m, 29,40m e 45,80 m com o Ribeirão que
faz divisa natural com terras de Avelino Tedesco; SUL com 80m
com terras de Carlos Heinecks; LESTE com 63,40 m com terras de
Carlos Heinecks e OESTE com 43,80m com uma Estrada Colonial,
devidamente registrado sob nº R-1/28.427 no Cartório do Registro
de Imóveis do 1º Ofício da Comarca de Joaçaba(SC) e prédio da
Escola de Linha Barra do Estreito, nas condições em que se encontra,
não averbado.
Escola da Linha Alto Rochedo
- 01 terreno rural com área de 632,50cm² (seiscentos e trinta e
dois metros e cinquenta centímetros quadrados), situado na Linha
Alto Rochedo, no Município de Luzerna(SC), confrontando: NORTE
com 28 ms com terras de Domingos Pegoraro; SUL com 24 ms
com terras da Mitra Diocesana de Joaçaba e LESTE com 31 ms
com terras da Mitra Diocesana de Joaçaba e OESTE com 20,40
ms com a Estrada Municipal, devidamente registrado sob nº AV.2-
12.524 no Cartório do Registro de Imóveis do 1º Ofício da Comarca
de Joaçaba(SC) e um prédio em alvenaria medindo 102,40cm²
(cento e dois metros e quarenta centímetros quadrados), nas condições
em que se encontra, não averbado.
Escola da Linha Passo da Invernada
- um prédio em alvenaria medindo 60,00m² (sessenta metros quadrados),
nas condições em que se encontra.
Escola da Linha São Bento
- 01 terreno rural constituído de parte dos lotes 5 e 6, situado
na Linha São Bento, no Município de Luzerna(SC), com área de
1.967,39cm2 (um mil, novecentos e sessenta e sete metros e trinta
e nove centímetros quadrados) confrontando: NORTE com uma
linha reta de 57,40 cm com a Estrada que vai para Treze Tílias e
chegando a estrada que leva a Zona Nova; SUL com terras originalmente
de Edvino e Martha Spier, numa linha reta de 27 ms,
também ligando as estradas que levam a Treze Tílias e à Zona
Nova, e LESTE com estrada municipal que vai a Treze Tílias, numa
extensão de 56,50 ms e OESTE numa extensão de 41,50 ms; e um
prédio em alvenaria com área de 150,95cm² (cento e cinquenta
metros e noventa e cinco centímetros quadrados) constituído por
duas salas de aula, cozinha e instalações sanitárias, nas condições
em que se encontra, devidamente registrados sob nº 25.774,
fls.007, L.3”U”, no Cartório do Registro de Imóveis do 1º Ofício da
Comarca de Joaçaba(SC).
Escola da Linha do Salto
- 01 terreno rural constituído de parte dos lotes 71, 72 e 73, situado
na Linha do Salto, no Município de Luzerna(SC), com área de
5.080,00m² (cinco mil e oitenta metros quadrados) confrontando:
SUL com o Lageado Limeira, e ao NORTE, LESTE e OESTE com
as partes restantes dos referidos lotes, tendo as seguintes dimensões,
NORTE 80 ms, SUL 80 ms, LESTE 70 ms e OESTE 57 ms e
uma casa de madeira coberta de taboinhas com 09m de frente por
6 m de fundos, nas condições em que se encontra, devidamente
registrado sob nº 10.529, fls.019, L.3”J” no Cartório do Registro
de Imóveis do 1º Ofício da Comarca de Joaçaba(SC).
Escola da Linha Leãozinho
- 01 terreno rural constituído de parte do lote 68, situado na Linha
Leãzinho, no Município de Luzerna(SC), com área de 2.000,00m²
(dois mil metros quadrados) confrontando: NORTE com terras de
Miguel Parno, SUL e LESTE com terras de Julio Francisco Heberle
e Amália Heberle e OESTE com Estrada Geral, devidamente registrado
sob nº 13.018, fls 254, L.3”K” no Cartório do Registro
de Imóveis do 1º Ofício da Comarca de Joaçaba(SC) e prédio da
Escola de Linha Leãozinho, nas condições em que se encontra,
não averbado.
Art.2º - Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação.
Luzerna(SC), 17 de novembro de 2010.
NORIVAL FIORIN
Prefeito Municipal
“DESAFETA DA DESTINAÇÃO ORIGINÁRIA E AUTORIZA O PODER
EXECUTIVO MUNICIPAL A ALIENAR, MEDIANTE CONCORRÊNCIA
PÚBLICA E COM OBSERVÂNCIA DA LEI Nº 8666 DE 21 DE JUNHO
DE 1993 E ALTERAÇÕES POSTERIORES, OS BENS IMÓVEIS DE
PROPRIEDADE DO MUNICÍPIO DE LUZERNA(SC) QUE ESPECIFICA”.
NORIVAL FIORIN, Prefeito Municipal de Luzerna(SC),
Faço saber a todos os habitantes deste Município que a Câmara de
Vereadores aprovou e eu sanciono a seguinte,
LEI:
Art.1º- Fica DESAFETADA da destinação originária de ESCOLA e
autorizado o Poder Executivo Municipal a alienar, mediante CONCORRÊNCIA
PÚBLICA e com observância da Lei nº 8666 de 21 de
junho de 1993 e alterações posteriores, os bens imóveis, de propriedade
do MUNICÍPIO DE LUZERNA(SC), a seguir discriminados:
Escola da Linha Limeira
- 01 terreno rural constituído de parte dos lotes rurais nºs 52 e 53,
com área de 800,00 m² (oitocentos metros quadrados), sem benfeitorias,
situado em Linha Limeira, no Município de Luzerna(SC),
confrontando: NORTE, SUL e OESTE com terras de Aldo Marquese
e LESTE com terras de Joanin Iagher, devidamente registrado sob
nº R-1/28.248 no Cartório do Registro de Imóveis do 1º Ofício da
Comarca de Joaçaba(SC); e um terreno rural medindo 1.000m²
(mil metros quadrados), situado em Linha Limeira, no Município
de Luzerna(SC), confrontando: NORTE na extensão de 25 ms com
propriedade de Valdir Rovea e Nair Bertha Rovea, SUL na extensão
de 25 ms com propriedade de Valdir Rovea e Nair Bertha Rovea e
LESTE na extensão de 40 ms com propriedade de Valdir Rovea e
Nair Bertha Rovea e OESTE na extensãod e 40 ms com a Estrada
Geral; e prédio da Escola Isolada de Linha Limeira, nas condições
em que se encontra, devidamente registrado sob nº R-2/10.590
no Cartório do Registro de Imóveis do 1º Ofício da Comarca de
Joaçaba(SC);
Escola da Linha Roça Grande
- 01 terreno rural situado na Estrada Estadual Joaçaba-Água Doce,
na localidade de Roça Grande, no Município de Luzerna(SC), com
área de 2.481,37cm² (dois mil, quatrocentos e oitenta e um metros
e trinta e sete centímetros quadrados), confrontando: FRENTE
na extensão de 40 ms com a Estrada Joaçaba-Água Doce; FUNDOS
na extensão de 40 ms com terras de Ricardo Iagher, LADO
DIREITO na extensão de 93 ms com terras de Domingos Turra e
LADO ESQUERDO na extensão de 50 ms com uma estrada carroçável;
e prédio de alvenaria medindo 83,20cm² (oitenta e três
metros e vinte centímetros quadrados), constituído de uma sala
de aula, cozinha e instalações sanitárias, nas condições em que se
encontra, devidamente registrado sob nº AV.3-1.649 no Cartório
do Registro de Imóveis do 1º Ofício da Comarca de Joaçaba(SC).
Escola de Linha Barra do Estreito
- 01 terreno rural constituído de parte dos lotes rurais nºs 107 e
144, com área de 4.830,27cm² (quatro mil, oitocentos e trinta metros
e vinte e sete centímetros quadrados) situado na Linha Barra
do Estreito, no Município de Luzerna(SC), confrontando: NORTE,
por 3 linhas, com 36,20 m, 29,40m e 45,80 m com o Ribeirão que
faz divisa natural com terras de Avelino Tedesco; SUL com 80m
com terras de Carlos Heinecks; LESTE com 63,40 m com terras de
Carlos Heinecks e OESTE com 43,80m com uma Estrada Colonial,
devidamente registrado sob nº R-1/28.427 no Cartório do Registro
de Imóveis do 1º Ofício da Comarca de Joaçaba(SC) e prédio da
Escola de Linha Barra do Estreito, nas condições em que se encontra,
não averbado.
Escola da Linha Alto Rochedo
- 01 terreno rural com área de 632,50cm² (seiscentos e trinta e
dois metros e cinquenta centímetros quadrados), situado na Linha
Alto Rochedo, no Município de Luzerna(SC), confrontando: NORTE
com 28 ms com terras de Domingos Pegoraro; SUL com 24 ms
com terras da Mitra Diocesana de Joaçaba e LESTE com 31 ms
com terras da Mitra Diocesana de Joaçaba e OESTE com 20,40
ms com a Estrada Municipal, devidamente registrado sob nº AV.2-
12.524 no Cartório do Registro de Imóveis do 1º Ofício da Comarca
de Joaçaba(SC) e um prédio em alvenaria medindo 102,40cm²
(cento e dois metros e quarenta centímetros quadrados), nas condições
em que se encontra, não averbado.
Escola da Linha Passo da Invernada
- um prédio em alvenaria medindo 60,00m² (sessenta metros quadrados),
nas condições em que se encontra.
Escola da Linha São Bento
- 01 terreno rural constituído de parte dos lotes 5 e 6, situado
na Linha São Bento, no Município de Luzerna(SC), com área de
1.967,39cm2 (um mil, novecentos e sessenta e sete metros e trinta
e nove centímetros quadrados) confrontando: NORTE com uma
linha reta de 57,40 cm com a Estrada que vai para Treze Tílias e
chegando a estrada que leva a Zona Nova; SUL com terras originalmente
de Edvino e Martha Spier, numa linha reta de 27 ms,
também ligando as estradas que levam a Treze Tílias e à Zona
Nova, e LESTE com estrada municipal que vai a Treze Tílias, numa
extensão de 56,50 ms e OESTE numa extensão de 41,50 ms; e um
prédio em alvenaria com área de 150,95cm² (cento e cinquenta
metros e noventa e cinco centímetros quadrados) constituído por
duas salas de aula, cozinha e instalações sanitárias, nas condições
em que se encontra, devidamente registrados sob nº 25.774,
fls.007, L.3”U”, no Cartório do Registro de Imóveis do 1º Ofício da
Comarca de Joaçaba(SC).
Escola da Linha do Salto
- 01 terreno rural constituído de parte dos lotes 71, 72 e 73, situado
na Linha do Salto, no Município de Luzerna(SC), com área de
5.080,00m² (cinco mil e oitenta metros quadrados) confrontando:
SUL com o Lageado Limeira, e ao NORTE, LESTE e OESTE com
as partes restantes dos referidos lotes, tendo as seguintes dimensões,
NORTE 80 ms, SUL 80 ms, LESTE 70 ms e OESTE 57 ms e
uma casa de madeira coberta de taboinhas com 09m de frente por
6 m de fundos, nas condições em que se encontra, devidamente
registrado sob nº 10.529, fls.019, L.3”J” no Cartório do Registro
de Imóveis do 1º Ofício da Comarca de Joaçaba(SC).
Escola da Linha Leãozinho
- 01 terreno rural constituído de parte do lote 68, situado na Linha
Leãzinho, no Município de Luzerna(SC), com área de 2.000,00m²
(dois mil metros quadrados) confrontando: NORTE com terras de
Miguel Parno, SUL e LESTE com terras de Julio Francisco Heberle
e Amália Heberle e OESTE com Estrada Geral, devidamente registrado
sob nº 13.018, fls 254, L.3”K” no Cartório do Registro
de Imóveis do 1º Ofício da Comarca de Joaçaba(SC) e prédio da
Escola de Linha Leãozinho, nas condições em que se encontra,
não averbado.
Art.2º - Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação.
Luzerna(SC), 17 de novembro de 2010.
NORIVAL FIORIN
Prefeito Municipal
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Vamos que a "direita" finalmente leia...
.
O inconcebível Lula !
FHC, o farol, sociólogo, entende de sociologia tanto quanto o governador de São Paulo pelo PSDB, José Serra, entende de economia.
*Lula, que não entende de sociologia, levou 32 milhões de miseráveis e pobres à condição de consumidores.
*Lula, que não entende de economia, pagou as contas do entreguista FHC, zerou a dívida com o FMI e ainda dá algum aos ricos...
*Lula, que não entende de educação, pois a oposição e a mídia o classificam como analfabeto e burro, criou mais escolas e universidades que seus antecessores juntos e ainda criou o PRÓ-UNI onde filho de pobre vai à universidade...
*Lula, que não entende de finanças, nem de contas públicas elevou o salário mínimo de 64 para mais de 200 dólares e não quebrou a previdência como dizia FHC...
*Lula que não entende de psicologia, levantou o moral da nação e disse que o Brasil está melhor que o mundo... mas o PIG (Partido da Imprensa Golpista) entende de tudo acha que não...
*Lula que não entende de engenharia, nem de mecânica, nem de nada, Lula não entende de nada, reabilitou o pró-alcool, acreditou no biodisel e levou o país a liderança mundial de combustíveis renováveis...
*Lula que não entende de política , mudou os paradigmas mundiais e colocou o Brasil na liderança dos países emergentes, passou a ser respeitado e enterrou o G-8...
*Lula , que não entende de política externa nem de conciliação, pois foi sindicalista brucutu, mandou as favas a ALCA , olhou para os parceiros do sul e especialmente para o vizinhos da América Latina, onde exerce liderança absoluta sem ser imperialista, tem transito livre com Chaves, Fidel, Obama, Evo etc....bobo que é cedeu a tudo e a todos
Lula que não entende de mulher, nem de preto, colocou o primeiro negro no supremo (desmoralizado por brancos), colocou uma mulher no cargo de primeira ministra e vai fazê-la sua sucessora.
Lula, que não entende de etiqueta, sentou ao lado da rainha e afrontou nossa fidalguia branca de lentes azuis.
Lula, que não entende de desenvolvimento, nunca ouviu falar de keynes, criou o PAC, antes mesmo que o mundo inteiro dissesse que é hora do Estado investir e hoje (o PAC) é um amortecedor da crise...
Lula que não entende de crise, mandou abaixar o IPI e levou a indústria automobilística a bater recorde no trimestre...
Lula que não entende de português nem de outra língua, tem fluência entre os líderes mundiais, é respeitado como uma das pessoas mais poderosas e influentes no mundo atual...
Lula não entende nada de nada e mesmo assim é melhor que todos os outros...
Lula, que não entende de respeito a seus pares, pois é um brucutu, já tinha uma empatia e uma relação direta com Bush, notada até pela imprensa americana. E agora já tem a empatia do Obama.
Lula, que não entende nada de sindicato, pois era apenas um agitador, é amigo do tal John Sweeny e entra na Casa Branca com credencial de negociador lá, nos "States".
Lula, que não entende de geografia, pois nunca viu um mapa, é ator da mudança geopolítica das Américas.
Lula, que não entende nada de diplomacia internacional, pois nunca estará preparado, age com sabedoria em todas as frentes e se torna interlocutor universal.
Lula, que não entende nada de história, pois é apenas um locutor de bravatas, faz história e será lembrado por um grande legado dentro e fora do Brasil.
Lula que não entende nada de conflitos armados nem de guerra, pois é um pacifista ingênuo, já é cotado pelos Palestinos para dialogar com Israel.
Quarta-feira, 22 de abril de 2009.
Pedro R. Lima, professor.
.
O inconcebível Lula !
FHC, o farol, sociólogo, entende de sociologia tanto quanto o governador de São Paulo pelo PSDB, José Serra, entende de economia.
*Lula, que não entende de sociologia, levou 32 milhões de miseráveis e pobres à condição de consumidores.
*Lula, que não entende de economia, pagou as contas do entreguista FHC, zerou a dívida com o FMI e ainda dá algum aos ricos...
*Lula, que não entende de educação, pois a oposição e a mídia o classificam como analfabeto e burro, criou mais escolas e universidades que seus antecessores juntos e ainda criou o PRÓ-UNI onde filho de pobre vai à universidade...
*Lula, que não entende de finanças, nem de contas públicas elevou o salário mínimo de 64 para mais de 200 dólares e não quebrou a previdência como dizia FHC...
*Lula que não entende de psicologia, levantou o moral da nação e disse que o Brasil está melhor que o mundo... mas o PIG (Partido da Imprensa Golpista) entende de tudo acha que não...
*Lula que não entende de engenharia, nem de mecânica, nem de nada, Lula não entende de nada, reabilitou o pró-alcool, acreditou no biodisel e levou o país a liderança mundial de combustíveis renováveis...
*Lula que não entende de política , mudou os paradigmas mundiais e colocou o Brasil na liderança dos países emergentes, passou a ser respeitado e enterrou o G-8...
*Lula , que não entende de política externa nem de conciliação, pois foi sindicalista brucutu, mandou as favas a ALCA , olhou para os parceiros do sul e especialmente para o vizinhos da América Latina, onde exerce liderança absoluta sem ser imperialista, tem transito livre com Chaves, Fidel, Obama, Evo etc....bobo que é cedeu a tudo e a todos
Lula que não entende de mulher, nem de preto, colocou o primeiro negro no supremo (desmoralizado por brancos), colocou uma mulher no cargo de primeira ministra e vai fazê-la sua sucessora.
Lula, que não entende de etiqueta, sentou ao lado da rainha e afrontou nossa fidalguia branca de lentes azuis.
Lula, que não entende de desenvolvimento, nunca ouviu falar de keynes, criou o PAC, antes mesmo que o mundo inteiro dissesse que é hora do Estado investir e hoje (o PAC) é um amortecedor da crise...
Lula que não entende de crise, mandou abaixar o IPI e levou a indústria automobilística a bater recorde no trimestre...
Lula que não entende de português nem de outra língua, tem fluência entre os líderes mundiais, é respeitado como uma das pessoas mais poderosas e influentes no mundo atual...
Lula não entende nada de nada e mesmo assim é melhor que todos os outros...
Lula, que não entende de respeito a seus pares, pois é um brucutu, já tinha uma empatia e uma relação direta com Bush, notada até pela imprensa americana. E agora já tem a empatia do Obama.
Lula, que não entende nada de sindicato, pois era apenas um agitador, é amigo do tal John Sweeny e entra na Casa Branca com credencial de negociador lá, nos "States".
Lula, que não entende de geografia, pois nunca viu um mapa, é ator da mudança geopolítica das Américas.
Lula, que não entende nada de diplomacia internacional, pois nunca estará preparado, age com sabedoria em todas as frentes e se torna interlocutor universal.
Lula, que não entende nada de história, pois é apenas um locutor de bravatas, faz história e será lembrado por um grande legado dentro e fora do Brasil.
Lula que não entende nada de conflitos armados nem de guerra, pois é um pacifista ingênuo, já é cotado pelos Palestinos para dialogar com Israel.
Quarta-feira, 22 de abril de 2009.
Pedro R. Lima, professor.
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sábado, 5 de setembro de 2009
Rádio Catarinense - Nos velhos tempos...
Pois esta mais que sessentona, com a força dos seus 10.000 Watts de potência, transmite para mais de 60 municípios situados numa das mais ricas regiões do estado e norte do Rio Grande do Sul onde atinge uma população economicamente ativa com mais de um milhão habitantes. Naquela região, o prefixo ZYJ-765 que se anuncia na freqüência de 1270 kHz da onda média, faz parte do cotidiano de agricultores, pecuaristas e habitantes das cidades pequenas e grandes que abrigam desde um simples açougue até gigantes como a Sadia.
A ZYJ-765 nem sempre teve a potência nem a cobertura atuais, mas mantém um dos seus valores históricos: é uma das emissoras que mais se desenvolvem na radiofonia catarinense, pelo menos do ponto de vista técnico, como se observa no retrospecto publicado em seu site.
Em 13 de novembro de 1945, é autorizada a funcionar com o prefixo ZYC-7, potência de 100 Watts e freqüência de 1.510 Khz.
Em 20 de junho de 1950, o Ministério das Comunicações autoriza o aumento de potência para 250 Watts e a mudança de freqüência para 1.460 Khz.
Em 24 de março de 1976, passa a operar com o prefixo ZYJ 765, nova freqüência de 1.270 Khz e a potência de 1.000 Watts.
Em três de setembro de 1980 a emissora dá mais um passo em busca de maior área de cobertura. Consegue autorização para operar com 5.000 Watts de potência.
No ano de 1.984, a Rádio Catarinense é adquirida pela Rede Barriga Verde de Comunicações, hoje Rede Catarinense de Rádio e Televisão das famílias Bonato-Brandalise.
No final de 1.999, depois de quase cinco anos de luta, a ANATEL autorizou a Rádio Catarinense a operar com 10.000 Watts de potência, mantendo o prefixo ZYJ 765 e a freqüência 1.270 KHz. Dois anos depois, em 2001, entrou em operação o transmissor da Nautel Canadense que ainda hoje está em operação.
No livro a História do Rádio Catarinense, Ricardo Medeiros e Lúcia Helena Vieira, lembram que as primeiras equipes da emissora, no período que vai de 1945 a 1950, contaram com a participação de nomes que se tornaram referência na vida social, política e econômica da cidade: Alfredo Teixeira, José Luiz Leduque, Olímpio Schumacher, Maura Regina Andrade, Dircema Brunoni, Nestor Teixeira, Dirceu Pereira Gomes, Enir Seconi, Hélio Teixeira da Rosa, Aquiles Garcia, José Esteves, Walter e Adolfo Zigelli.
Desses nomes destacam-se de maneira especial os irmãos Walter e Adolfo Zigelli. Walter que aos 16 anos começou escrevendo no até hoje existente jornal Cruzeiro do Sul e Adolfo, que aos 14 anos começa a vida de locutor na Rádio Sociedade Catarinense. Eram os dois principais meios de comunicação de Joaçaba. Ambos pertencentes a famílias políticas que controlavam a União Democrática nacional, a UDN e a defendiam do Partido Social Democrático, o PSD.
Tanto Walter como Adolfo, em pouco mais de um ano, ultrapassavam a condição de jornalista e radialista e assumiam a gerência de seus veículos de comunicação.
No depoimento que fez para o livro A História do Rádio em Santa Catarina, em 1992, Walter Zigelli destaca: “O rádio era uma coisa que fascinava todo mundo”. E como a finalidade da emissora era promover e divulgar a UDN, os irmãos Zigelli montaram um programa político para fazer apologia do partido. Chama-se UDN em Foco e depois UDN em Marcha. Lembra Walter que o programa tinha marchas vibrantes. “Um de nós anunciava: Rádio Sociedade Catarinense nesse momento apresenta... Aí o outro continuava: UDN em Marcha... E entrava aquela marcha vibrante”, relata.
“A primeira parte do programa era constituída de notícias exageradamente favoráveis à União Democrática Nacional. A outra era de notícias desmoralizando o outro lado. Além disso, nessa época, o PSD ainda não possuía estação de rádio, mas nos períodos eleitorais os pessedistas compravam o espaço na emissora da UDN e faziam um programa semelhante, intitulado PSD em Foco ou PSD em Marcha”.
O programa era tão sectário que “Numa ocasião estava no estúdio o candidato do PSD a prefeito e o Adolfo terminou o programa mais ou menos assim: ‘Senhoras e senhores, vocês acabaram de ouvir UDN em Marcha. Aqui nós estamos absolutamente interessados na verdade etc... Logo mais vocês ouvirão a palavra daqueles eternos enganadores do povo...’ Assim era naquela época”, rememora Walter.
Mais tarde, o Partido Social Democrático obteve também a concessão de um canal – a Rádio Herval do Oeste. Nessa estação o procedimento era o mesmo com relação aos adversários. Em épocas de eleição, além de terem os seus programas nas respectivas emissoras, cada partido comprava o seu horário na rádio do adversário. Walter Zigelli, entretanto, ressalva que o período era de franca democracia, pois não havia qualquer tipo de censura. “Isso fazia com que a comunidade estivesse sempre muito integrada na política. Todo mundo participava, não havia neutros, quer dizer, o sujeito era contra ou a favor; muitas vezes até fanaticamente” explica.
Havia na Rádio Sociedade Catarinense um auditório no qual sempre estavam os maiores fãs dos irmãos Zigelli e da UDN no horário do seu programa. Além dos admiradores, lá estavam sempre candidatos aos mais diversos cargos públicos. Por duas vezes Jorge Lacerda esteve lá. Primeiro como candidato a deputado federal e mais tarde, como candidato ao governo do estado. Zigelli diz que: “Nós fazíamos o programa com tanto entusiasmo, hoje eu digo que nós exagerávamos, mas naquela época a gente acreditava no próprio exagero, na própria mentira – nós estávamos plenamente convencidos de que o nosso partido, aquele nosso movimento era para salvar o mundo e que nós éramos os santos e os outros os diabos”.
Numa das vezes, Jorge Lacerda ficou tão entusiasmado, diz Walter, que ao terminar o programa ele nos disse: ‘Olha, o dia em que eu for governador, vou levar vocês dois para Florianópolis comigo’. Evidentemente, conta Walter, “achamos que aquilo era demagogia, promessa de candidato. Não acreditamos também porque Florianópolis era para nós uma cidade distante. Ainda não conhecíamos. Naquela época Joaçaba era ligada ao Rio Grande do Sul, nós havíamos estudado em Porto Alegre, não havia asfalto para a Capital, enfim, não havia qualquer ligação. Mas acontece que o homem acabou se elegendo e cumpriu a dita promessa e nós acabamos vindo mesmo para Florianópolis”.
Jorge Lacerda trouxe os irmãos Zigelli e lhes encomendou um programa com a mesma estrutura que eles faziam no Oeste. Lacerda queria um programa que noticiasse os fatos do governo, dentro do estilo do programa apresentado em Joaçaba.
Referência bibliográfica
História do Rádio em Santa Catarina. Ricardo Medeiros e Lúcia Helena Vieira. Editora Insular, Florianópolis, 1999.
Site relacionado
>> http://www.radiocatarinense.com.br/
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A ZYJ-765 nem sempre teve a potência nem a cobertura atuais, mas mantém um dos seus valores históricos: é uma das emissoras que mais se desenvolvem na radiofonia catarinense, pelo menos do ponto de vista técnico, como se observa no retrospecto publicado em seu site.
Em 13 de novembro de 1945, é autorizada a funcionar com o prefixo ZYC-7, potência de 100 Watts e freqüência de 1.510 Khz.
Em 20 de junho de 1950, o Ministério das Comunicações autoriza o aumento de potência para 250 Watts e a mudança de freqüência para 1.460 Khz.
Em 24 de março de 1976, passa a operar com o prefixo ZYJ 765, nova freqüência de 1.270 Khz e a potência de 1.000 Watts.
Em três de setembro de 1980 a emissora dá mais um passo em busca de maior área de cobertura. Consegue autorização para operar com 5.000 Watts de potência.
No ano de 1.984, a Rádio Catarinense é adquirida pela Rede Barriga Verde de Comunicações, hoje Rede Catarinense de Rádio e Televisão das famílias Bonato-Brandalise.
No final de 1.999, depois de quase cinco anos de luta, a ANATEL autorizou a Rádio Catarinense a operar com 10.000 Watts de potência, mantendo o prefixo ZYJ 765 e a freqüência 1.270 KHz. Dois anos depois, em 2001, entrou em operação o transmissor da Nautel Canadense que ainda hoje está em operação.
No livro a História do Rádio Catarinense, Ricardo Medeiros e Lúcia Helena Vieira, lembram que as primeiras equipes da emissora, no período que vai de 1945 a 1950, contaram com a participação de nomes que se tornaram referência na vida social, política e econômica da cidade: Alfredo Teixeira, José Luiz Leduque, Olímpio Schumacher, Maura Regina Andrade, Dircema Brunoni, Nestor Teixeira, Dirceu Pereira Gomes, Enir Seconi, Hélio Teixeira da Rosa, Aquiles Garcia, José Esteves, Walter e Adolfo Zigelli.
Desses nomes destacam-se de maneira especial os irmãos Walter e Adolfo Zigelli. Walter que aos 16 anos começou escrevendo no até hoje existente jornal Cruzeiro do Sul e Adolfo, que aos 14 anos começa a vida de locutor na Rádio Sociedade Catarinense. Eram os dois principais meios de comunicação de Joaçaba. Ambos pertencentes a famílias políticas que controlavam a União Democrática nacional, a UDN e a defendiam do Partido Social Democrático, o PSD.
Tanto Walter como Adolfo, em pouco mais de um ano, ultrapassavam a condição de jornalista e radialista e assumiam a gerência de seus veículos de comunicação.
No depoimento que fez para o livro A História do Rádio em Santa Catarina, em 1992, Walter Zigelli destaca: “O rádio era uma coisa que fascinava todo mundo”. E como a finalidade da emissora era promover e divulgar a UDN, os irmãos Zigelli montaram um programa político para fazer apologia do partido. Chama-se UDN em Foco e depois UDN em Marcha. Lembra Walter que o programa tinha marchas vibrantes. “Um de nós anunciava: Rádio Sociedade Catarinense nesse momento apresenta... Aí o outro continuava: UDN em Marcha... E entrava aquela marcha vibrante”, relata.
“A primeira parte do programa era constituída de notícias exageradamente favoráveis à União Democrática Nacional. A outra era de notícias desmoralizando o outro lado. Além disso, nessa época, o PSD ainda não possuía estação de rádio, mas nos períodos eleitorais os pessedistas compravam o espaço na emissora da UDN e faziam um programa semelhante, intitulado PSD em Foco ou PSD em Marcha”.
O programa era tão sectário que “Numa ocasião estava no estúdio o candidato do PSD a prefeito e o Adolfo terminou o programa mais ou menos assim: ‘Senhoras e senhores, vocês acabaram de ouvir UDN em Marcha. Aqui nós estamos absolutamente interessados na verdade etc... Logo mais vocês ouvirão a palavra daqueles eternos enganadores do povo...’ Assim era naquela época”, rememora Walter.
Mais tarde, o Partido Social Democrático obteve também a concessão de um canal – a Rádio Herval do Oeste. Nessa estação o procedimento era o mesmo com relação aos adversários. Em épocas de eleição, além de terem os seus programas nas respectivas emissoras, cada partido comprava o seu horário na rádio do adversário. Walter Zigelli, entretanto, ressalva que o período era de franca democracia, pois não havia qualquer tipo de censura. “Isso fazia com que a comunidade estivesse sempre muito integrada na política. Todo mundo participava, não havia neutros, quer dizer, o sujeito era contra ou a favor; muitas vezes até fanaticamente” explica.
Havia na Rádio Sociedade Catarinense um auditório no qual sempre estavam os maiores fãs dos irmãos Zigelli e da UDN no horário do seu programa. Além dos admiradores, lá estavam sempre candidatos aos mais diversos cargos públicos. Por duas vezes Jorge Lacerda esteve lá. Primeiro como candidato a deputado federal e mais tarde, como candidato ao governo do estado. Zigelli diz que: “Nós fazíamos o programa com tanto entusiasmo, hoje eu digo que nós exagerávamos, mas naquela época a gente acreditava no próprio exagero, na própria mentira – nós estávamos plenamente convencidos de que o nosso partido, aquele nosso movimento era para salvar o mundo e que nós éramos os santos e os outros os diabos”.
Numa das vezes, Jorge Lacerda ficou tão entusiasmado, diz Walter, que ao terminar o programa ele nos disse: ‘Olha, o dia em que eu for governador, vou levar vocês dois para Florianópolis comigo’. Evidentemente, conta Walter, “achamos que aquilo era demagogia, promessa de candidato. Não acreditamos também porque Florianópolis era para nós uma cidade distante. Ainda não conhecíamos. Naquela época Joaçaba era ligada ao Rio Grande do Sul, nós havíamos estudado em Porto Alegre, não havia asfalto para a Capital, enfim, não havia qualquer ligação. Mas acontece que o homem acabou se elegendo e cumpriu a dita promessa e nós acabamos vindo mesmo para Florianópolis”.
Jorge Lacerda trouxe os irmãos Zigelli e lhes encomendou um programa com a mesma estrutura que eles faziam no Oeste. Lacerda queria um programa que noticiasse os fatos do governo, dentro do estilo do programa apresentado em Joaçaba.
Referência bibliográfica
História do Rádio em Santa Catarina. Ricardo Medeiros e Lúcia Helena Vieira. Editora Insular, Florianópolis, 1999.
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sexta-feira, 10 de julho de 2009
Uma definição beeeeem humorada...
Da extensa lista das peculiaridades brasileiras, três itens se destacam: o samba, a jabuticaba e o PMDB. Seu amor pelo dinheiro público - o nosso dinheiro, para ser mais exato - é tão grande, tão magnético, tão irresistível que o PMDB abdicou de almejar a Presidência da República, a aspiração última de qualquer partido político, para vender seu apoio a outras siglas e, assim, continuar a fazer negócios nos ministérios e demais repartições federais.
Festa com dinheiro público não é uma novidade nem tampouco é prerrogativa dos peemedebistas. O senador gaúcho Pedro Simon, do PMDB, um nome de respeito da agremiação, reagiu à entrevista de seu colega Jarbas Vasconcellos à VEJA, com a explicação de que a corrupção transformou a política em uma "geleia geral" da qual pouquíssimos escapam sejam eles de que partido forem.
Nessa geleia, porém, o PMDB se destaca pela constância de método e pela durabilidade. O partido é para a corrupção na política o que a "inflação inercial" foi para a economia até o advento do Plano Real - ou seja, a força condutora e perpetuadora das malfeitorias de um regime ao seguinte, de um governante a seu sucessor, sejam quais forem suas cores ideológicas. Nas palavras do senador pernambucano Jarbas Vasconcelos, "boa parte do PMDB quer mesmo é corrupção" e "a maioria de seus quadros se move por manipulação de licitações e contratações dirigidas".
Não se trata de percepção ou impressão, mas de uma constatação feita por um político com 43 anos de vida pública, fundador da agremiação e conhecedor de suas entranhas. Diante da bomba, o que fez a cúpula do PMDB? Limitou-se a lançar uma nota em que diz que não daria maior atenção a Jarbas Vasconcelos "em razão da generalidade das alegações", para depois recolher-se em silêncio, na esperança de que a explosão perca força na quarta-feira de cinzas. Ninguém ousou assinar o texto. Individualmente, houve alguns simulacros de protesto, a maioria enviesado com cobranças por nomes, fatos e provas da corrupção. Como se não coubesse ao próprio PMDB realizar uma investigação interna.
Dos 27 presidentes regionais do PMDB, 17 tem problemas com a justiça. O deputado Jader Barbalho, por exemplo, é o mandachuva do partido no Pará e um dos chefões nacionais da legenda. O parlamentar foi preso em 2002, acusado de desviar 2 bilhões de reais dos cofres públicos. Dono de apenas um automóvel no início da carreira, Jader também fez fortuna enquanto se revezava entre um cargo e outro da administração federal.
O PMDB é apenas o caso mais espetacular da corrupção que impregna o mundo político brasileiro. Nenhuma agremiação, absolutamente nenhuma, pode ser considerada uma vestal no trato com o dinheiro público. Se a situação chegou a esse ponto de degradação, isso se deve, principalmente, à secular impunidade que viceja no país.
Festa com dinheiro público não é uma novidade nem tampouco é prerrogativa dos peemedebistas. O senador gaúcho Pedro Simon, do PMDB, um nome de respeito da agremiação, reagiu à entrevista de seu colega Jarbas Vasconcellos à VEJA, com a explicação de que a corrupção transformou a política em uma "geleia geral" da qual pouquíssimos escapam sejam eles de que partido forem.
Nessa geleia, porém, o PMDB se destaca pela constância de método e pela durabilidade. O partido é para a corrupção na política o que a "inflação inercial" foi para a economia até o advento do Plano Real - ou seja, a força condutora e perpetuadora das malfeitorias de um regime ao seguinte, de um governante a seu sucessor, sejam quais forem suas cores ideológicas. Nas palavras do senador pernambucano Jarbas Vasconcelos, "boa parte do PMDB quer mesmo é corrupção" e "a maioria de seus quadros se move por manipulação de licitações e contratações dirigidas".
Não se trata de percepção ou impressão, mas de uma constatação feita por um político com 43 anos de vida pública, fundador da agremiação e conhecedor de suas entranhas. Diante da bomba, o que fez a cúpula do PMDB? Limitou-se a lançar uma nota em que diz que não daria maior atenção a Jarbas Vasconcelos "em razão da generalidade das alegações", para depois recolher-se em silêncio, na esperança de que a explosão perca força na quarta-feira de cinzas. Ninguém ousou assinar o texto. Individualmente, houve alguns simulacros de protesto, a maioria enviesado com cobranças por nomes, fatos e provas da corrupção. Como se não coubesse ao próprio PMDB realizar uma investigação interna.
Dos 27 presidentes regionais do PMDB, 17 tem problemas com a justiça. O deputado Jader Barbalho, por exemplo, é o mandachuva do partido no Pará e um dos chefões nacionais da legenda. O parlamentar foi preso em 2002, acusado de desviar 2 bilhões de reais dos cofres públicos. Dono de apenas um automóvel no início da carreira, Jader também fez fortuna enquanto se revezava entre um cargo e outro da administração federal.
O PMDB é apenas o caso mais espetacular da corrupção que impregna o mundo político brasileiro. Nenhuma agremiação, absolutamente nenhuma, pode ser considerada uma vestal no trato com o dinheiro público. Se a situação chegou a esse ponto de degradação, isso se deve, principalmente, à secular impunidade que viceja no país.
sexta-feira, 5 de outubro de 2007
"Um certo Frei Bruno" MANIFESTO DE JOAÇABA
Autoridades assinaram MANIFESTO,
tendendo clamor da comunidade joaçabanese
que, em boa parte, considerou imprópia a forma
que a Revista VEJA se referiu a Frei Bruno, quando
fez ampla reportagem sobre o prêmio da Mega Sena
cujo ganhador é de Joaçaba:
Ao Jornalista Fábio Portela
REVISTA VEJA/ Redação
São Paulo -SP
Prezado Senhor:
Ao saudá-lo cordialmente, nos valemos deste para manifestar o sentimento que paira por Joaçaba a cerca da matéria Vida Brasileira, A MEGA CONFUSÃO DE JOAÇABA, edição do 19 de setembro de 2007,cuja polêmica envolveu pessoas de nossa cidade.
Por questão de prudência, evitamos nos manifestar ao calor das primeiras impressões, preferindo fazê-lo somente agora, após ouvir mais pessoas e amainar nossos próprios ânimos, buscando a serenidade que assunto requer.
Nos referimos à parte inicial de vosso texto, quando faz referências ao Monumento Frei Bruno, cuja construção encontra-se na fase conclusiva. Não podemos e nem pretendemos negar o mérito da divulgação em si, afinal, até então, era um assunto meramente regional e, num repente, viu-se lançado em nível nacional na Revista Veja, cujo alcance e credibilidade não se questiona.
Pois bem: embora considerando a importância da divulgação, permita-nos manifestar nossa modesta opinião discordante sobre a forma que a mesma se deu. Imaginamos que, em que pese o profissionalismo e a experiência do nobre jornalista, o perfil cômico da polêmica o tenha induzido a tratar todo assunto na mesma tônica. Embora sem cogitar tal possibilidade, ao expor o nome de Frei Bruno, da forma que o fez, causou constrangimento a pessoas que nutrem devotamento e respeito àquele religioso de saudosa memória, não pelas dimensões da estátua que foi levantada em sua homenagem, mas por seu passado exemplarmente humanitário, sem adentrarmos no campo dos fenômenos a ele atribuídos, cuja complexidade sugere uma sondagem mais profunda.
Compreenda, prezado amigo que, não apenas sobre Frei Bruno, que para o povo de nossa região é figura caríssima, mas todo e qualquer assunto envolvendo questões religiosas carecem de um crivo especial. Longe de qualquer pretensão ou presunção, apenas desejamos que o respeitável repórter entenda a outra face da questão e das razões que motivaram esta manifestação, pois, para muitos, a crença é o que há de mais sagrado e por isso intocável, inquestionável.
Queremos crer que o notável profissional jamais imaginou que apenas mais uma matéria semanal pudesse rumar para esta direção, causando mal estar justamente em leitores contumazes e admiradores de seu trabalho. É, porém, a delicadeza do tema que mudou todo o quadro, sem culpas nem culpados.
Finalizando esta humilde manifestação, acrescentamos que, seja bem provável, que do alto de sua grandeza, o próprio Frei Bruno esteja lançando sobre nós um olhar de compaixão, por nos observar às voltas com questões que as esferas superiores já aprenderam a superar, e que, diante de nossa própria pequenez ainda agigantam-se, escapando ao nosso precário controle. Que o amável repórter seja também compreensivo para conosco, que, instintivamente reagimos em defesa de algo que julgamos tão nosso, não sem antes ponderar racionalmente, justamente por considerar que toda questão tem mesmo duas faces.
Desta forma, gostaríamos de reiterar nosso respeito ao esmerado jornalista, enfatizando que o ocorrido não diminui nossa admiração e nosso apreço pela Revista VEJA, que no cumprimento de sua função, não está livre de situações adversas, afinal é feita por seres humanos, dignos e meritosos por fazerem parte desta seleta equipe.
Assim esclarecendo, tomamos a liberdade de convidá-los para conhecer Joaçaba e seus encantos. Teremos imenso prazer em recebê-los, não apenas por conta do acontecido, mas, especialmente, para que conheçam o povo deste lugar, os sonhos e as realizações destes devotos e não devotos de Frei Bruno, que ajudam a construir uma das cidades mais lindas do nosso Brasil.
Sendo este um sentimento coletivo, subscrevos o presento manifesto.
Respeitosamente,
Armindo Haro Netto – Prefeito Municipal
Padre Luiz Carlos Bortolozzo – Pároco de Joaçaba
Miguel Libanir Giusti – Presidente da CDL
Manoel Donato Mello de Liz – Rep. Distrital FCDL
Johnny Dário Bortoluzzi – Coord. Monumento Frei Bruno
Adilson Guanabara – Diretor de Cultura
Jaime Telles – Diretor de Turismo
Jorge Luiz Dresch – Secretário de Desenvolvimento regional
.
tendendo clamor da comunidade joaçabanese
que, em boa parte, considerou imprópia a forma
que a Revista VEJA se referiu a Frei Bruno, quando
fez ampla reportagem sobre o prêmio da Mega Sena
cujo ganhador é de Joaçaba:
Ao Jornalista Fábio Portela
REVISTA VEJA/ Redação
São Paulo -SP
Prezado Senhor:
Ao saudá-lo cordialmente, nos valemos deste para manifestar o sentimento que paira por Joaçaba a cerca da matéria Vida Brasileira, A MEGA CONFUSÃO DE JOAÇABA, edição do 19 de setembro de 2007,cuja polêmica envolveu pessoas de nossa cidade.
Por questão de prudência, evitamos nos manifestar ao calor das primeiras impressões, preferindo fazê-lo somente agora, após ouvir mais pessoas e amainar nossos próprios ânimos, buscando a serenidade que assunto requer.
Nos referimos à parte inicial de vosso texto, quando faz referências ao Monumento Frei Bruno, cuja construção encontra-se na fase conclusiva. Não podemos e nem pretendemos negar o mérito da divulgação em si, afinal, até então, era um assunto meramente regional e, num repente, viu-se lançado em nível nacional na Revista Veja, cujo alcance e credibilidade não se questiona.
Pois bem: embora considerando a importância da divulgação, permita-nos manifestar nossa modesta opinião discordante sobre a forma que a mesma se deu. Imaginamos que, em que pese o profissionalismo e a experiência do nobre jornalista, o perfil cômico da polêmica o tenha induzido a tratar todo assunto na mesma tônica. Embora sem cogitar tal possibilidade, ao expor o nome de Frei Bruno, da forma que o fez, causou constrangimento a pessoas que nutrem devotamento e respeito àquele religioso de saudosa memória, não pelas dimensões da estátua que foi levantada em sua homenagem, mas por seu passado exemplarmente humanitário, sem adentrarmos no campo dos fenômenos a ele atribuídos, cuja complexidade sugere uma sondagem mais profunda.
Compreenda, prezado amigo que, não apenas sobre Frei Bruno, que para o povo de nossa região é figura caríssima, mas todo e qualquer assunto envolvendo questões religiosas carecem de um crivo especial. Longe de qualquer pretensão ou presunção, apenas desejamos que o respeitável repórter entenda a outra face da questão e das razões que motivaram esta manifestação, pois, para muitos, a crença é o que há de mais sagrado e por isso intocável, inquestionável.
Queremos crer que o notável profissional jamais imaginou que apenas mais uma matéria semanal pudesse rumar para esta direção, causando mal estar justamente em leitores contumazes e admiradores de seu trabalho. É, porém, a delicadeza do tema que mudou todo o quadro, sem culpas nem culpados.
Finalizando esta humilde manifestação, acrescentamos que, seja bem provável, que do alto de sua grandeza, o próprio Frei Bruno esteja lançando sobre nós um olhar de compaixão, por nos observar às voltas com questões que as esferas superiores já aprenderam a superar, e que, diante de nossa própria pequenez ainda agigantam-se, escapando ao nosso precário controle. Que o amável repórter seja também compreensivo para conosco, que, instintivamente reagimos em defesa de algo que julgamos tão nosso, não sem antes ponderar racionalmente, justamente por considerar que toda questão tem mesmo duas faces.
Desta forma, gostaríamos de reiterar nosso respeito ao esmerado jornalista, enfatizando que o ocorrido não diminui nossa admiração e nosso apreço pela Revista VEJA, que no cumprimento de sua função, não está livre de situações adversas, afinal é feita por seres humanos, dignos e meritosos por fazerem parte desta seleta equipe.
Assim esclarecendo, tomamos a liberdade de convidá-los para conhecer Joaçaba e seus encantos. Teremos imenso prazer em recebê-los, não apenas por conta do acontecido, mas, especialmente, para que conheçam o povo deste lugar, os sonhos e as realizações destes devotos e não devotos de Frei Bruno, que ajudam a construir uma das cidades mais lindas do nosso Brasil.
Sendo este um sentimento coletivo, subscrevos o presento manifesto.
Respeitosamente,
Armindo Haro Netto – Prefeito Municipal
Padre Luiz Carlos Bortolozzo – Pároco de Joaçaba
Miguel Libanir Giusti – Presidente da CDL
Manoel Donato Mello de Liz – Rep. Distrital FCDL
Johnny Dário Bortoluzzi – Coord. Monumento Frei Bruno
Adilson Guanabara – Diretor de Cultura
Jaime Telles – Diretor de Turismo
Jorge Luiz Dresch – Secretário de Desenvolvimento regional
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sábado, 15 de setembro de 2007
CENAS JOAÇABENSES - REVISTA VEJA

A megaconfusão de Joaçaba
A sorte foi lançada no interior de Santa Catarina.
Mas resta uma questão. Quem é o sortudo de verdade:
Maninho ou Chico Louco? Façam suas apostas
Joaçaba, cidade de 25.000 habitantes no interior de Santa Catarina, pretendia alcançar alguma fama no fim deste ano com a inauguração de uma gigantesca estátua de um certo frei Bruno. Trata-se de um frade franciscano que viveu na cidade nos anos 50 e ganhou fama de milagreiro. Com 37 metros de altura, o monumento foi projetado para ser o terceiro maior das Américas. Os joaçabenses dizem que ele só perderá em tamanho para a Estátua da Liberdade e para o Cristo Redentor. Joaçaba não precisou esperar pela inauguração – nem por um milagre de frei Bruno – para ganhar notoriedade. A cidade ficou famosa graças a um golpe de sorte, literalmente. Há duas semanas, foi feita lá uma das duas apostas ganhadoras do concurso 898 da Mega-Sena, que pagou um prêmio de 55 milhões de reais. O bilhete com os números 03, 04, 08, 30, 45 e 54 deu ao seu detentor direito à metade da fortuna. A outra parte ficou com um felizardo de Rondônia que jogou nas mesmas dezenas. A notícia se espalhou pelos 240 quilômetros quadrados de Joaçaba como fogo no mato. Todo mundo queria saber quem era o novo milionário da cidade. E aí teve início uma megaconfusão.
No dia seguinte ao do sorteio, um domingo, começou a correr o boato, logo confirmado, de que o vencedor era Chico Louco, dono de uma serraria. Chico é conhecido por adorar todo tipo de jogo – carteado, rifa, loteria – e por ter o hábito de nunca pagar suas contas em dia. Segundo sua família, ele deve "uns 300.000 reais" em pensão para a ex-mulher, impostos, empréstimos e financiamentos bancários atrasados. "Ele é meio desorganizado financeiramente", resume seu irmão mais velho, Hélio da Igreja. De fato, Chico costuma se atrasar para pagar o que deve, mas, é claro, correu loucamente para receber o prêmio logo na segunda-feira de manhã. Sua primeira providência foi dividir os 27,5 milhões em cinco contas, tendo como titulares ele próprio, a mãe, o irmão, a irmã e um cunhado. "Não deixei tudo junto porque tenho uns problemas fiscais em meu nome", explica. Depois, sacou 280.000 reais e foi para a rua comemorar. Saldou contas antigas e, como todo ganhador da Mega-Sena que se preza, comprou um carro zerinho e pagou em dinheiro vivo.
Enquanto Chico festejava o novo vidão de milionário, um de seus funcionários, Maninho, bradava aos quatro ventos que, na verdade, era ele o dono do bilhete vencedor, e não o seu patrão. Maninho conta que, no sábado do sorteio, pegou uma carona com Chico para voltar para casa. Lá pelo meio-dia, eles passaram em uma lotérica para jogar na Mega-Sena. "Não tinha lugar para estacionar, e o Chico ficou de fazer as apostas mais tarde, no centro. Ele disse para eu marcar os meus números num papel e dar 1,50 real para ele fazer o jogo. Combinamos que, se a gente ganhasse, ia repartir o prêmio", diz. Maninho explica que escolheu as dezenas com base no número de um telefone celular que sua mãe, que vive em outra cidade, esquecera com ele na semana anterior. "São os números do celular da mãe. É só olhar. Agora, quero a minha metade do dinheiro. O que é certo, é certo", reclama.
A coincidência entre os números do celular e os do bilhete, de fato, impressiona. Um juiz da cidade acreditou no rapaz e mandou bloquear as contas em que o prêmio havia sido depositado até o caso ser esclarecido. "É um absurdo. O jogo era meu, só meu. Quando falei que ia apostar na loteria, o piá respondeu que isso era jogar dinheiro fora. Disse que preferia gastar o 1,50 real em cerveja", esbraveja Chico, louco de raiva. Ele juntou documentos para provar que escolheu as dezenas com base em datas comemorativas de sua família. "Meu filho nasceu no dia 3 do mês 4. Meus pais se casaram num dia 30. Eu nasci em 54. E o 45 é o 54 de trás para a frente. É isso. Só não vê quem não quer." Mas, Chico, de onde saiu o número 8? "Ah, o 8 é meu número de sorte." Ele diz que não dará um tostão a Maninho, a quem chama de desonesto e mal-agradecido. Enquanto o imbróglio não se resolve, Chico passa os dias na casa do irmão, na cidade de Toledo, no Paraná. Ele conseguiu salvar 2 milhões de reais do bloqueio judicial, transferindo essa quantia para uma sexta conta bancária. Para aliviar a tensão, joga na loteria: "Não consigo ficar sem jogar. Desde que ganhei, aposto todos os dias. Se acertei uma vez, por que não posso conseguir de novo?". Chico anda, como sempre, à procura de números vencedores. Se alguém tiver um, ele aceita a sugestão de bom grado. Mas sem essa de dividir prêmio.
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